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Termino esse hoje, que está 65% pronto. E não, não é o mesmo conto de um post anterior. Publico a pedidos.

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“A primeira lança veio contra as costelas e, em seguida, o sabre no pescoço”, disse o Bodhisattva, girando para o lado à procura da grossa areia turquesa num prato de barro. O sábio retornou à postura e continuou a mandala e seu relato em sussurros. “Como vespas, a guarda real tomou o palácio. Pétala Outono sentia a queda dos guardas como se fossem folhas secas, muito antes deles mesmos perceberem que aquela seria sua última batalha. Sem tirar os olhos do príncipe, ela agachou-se, quase sentando no chão, agarrou com uma mão a lança zunindo sobre sua cabeça e com a outra socou o guarda na bexiga. Com o golpe, o guarda foi arremessado contra a muralha, um rastro de urina e sangue sendo deixado no caminho. Ela girou sobre os calcanhares, a lança ainda em punho, e saltou. O chute acertou a lateral da lâmina inimiga, que partiu ao meio com a fúria do golpe. Pétala Outono caiu com o mesmo pé à frente e percebeu quando um guarda às suas costas girou o kwan dao na direção do seu joelho mais atrasado. Usando a inércia da queda, ela projetou o corpo à frente, ergueu a perna que não era a base e cravou a lança na garganta do oponente com a meia arma em punho, que engasgado com aço e sangue, caiu para trás.

O Bodhisattva fez uma pausa e salpicou grãos azuis sobre uma planície de terra vermelha. “Príncipe Quatro Cascos Jade, pela primeira vez desde que a deusa pisou em seu palácio, ergueu o olhar, maravilhado.

“O kwan dao covarde assoviou no vazio por baixo da sola da imortal, mas o guerreiro girou a arma com as duas mãos por sobre o corpo curvado para trás e, fazendo uma alavanca, lançou um novo golpe, de baixo para cima, causando um grito de dor no ar. Do mesmo jeito que foi à frente, a deusa retornou o corpo. Num giro de cintura e tornozelo, bem no momento em que o kwan dao partia para o alto, ela se pôs de pé na lâmina e correu em direção ao guarda incrédulo. No meio da haste, já erguida a quarenta e cinco graus, a imortal saltou para frente com as mãos firmes na arma e aterrissou com os pés no ombro do inimigo. Com a força do salto, ela arrancou o kwan dao de suas mãos adversárias e, arremessando os braços para baixo, cravou o facão dos generais no espaço entre os pulmões do guerreiro. O corpo sem vida foi fraquejando aos poucos, de joelhos, e finalmente tombou com o ser celestial ainda equilibrado sobre ele.

“Dezenas de soldados estavam imobilizados de terror ao seu redor. Pétala Outono recolheu o kwan dao para suas costas, lâmina para baixo, e expirou devagar com a mão reta à frente dos seios, olhos faiscando com o acúmulo de chi. ‘Você faz poesia’, disse o príncipe rompendo o silêncio e a barreira de guardas, com um sorriso desconcertante no olhar.

Acontece com organojóias, a apatia. Pulmões sem suspiros, nem nós nas gargantas. Somente às vezes é possível tirar dos tanques, dependendo da pureza dos campos onde o plasma primordial é extraído, e da estrutura das fábricas de processamento, um vestígio qualquer de anima. Cabelos para guitarras e os cérebros dos vivicárceres, ou as crianças implantadas nas armaduras dos pandemônios. Malaquias sempre busca alternativas e desta vez ela se chama Lucite, a invisível. Lucite, a dama de acrílico que vive na fronteira das realidades coletivas. Lucite, a horrorista, inimiga número um dos Carnavais. Sua ex, Lucite.

Desafios do resenhista

Ontem descobri como é difícil resenhar uma história que eu realmente detestei.

Se fosse mal escrita, seria fácil. Se fosse um autor novato, seria fácil. Se eu me importasse minimamente com a história, seria fácil.

Resenhar sem parecer ofensivo, sem mostrar quanto a história me irritou, nem transparecer quantas vezes pensei “como isso é chato” vai ser muito difícil.

Alguém me ajuda?

FC na TV

A Imperatriz de Finisterra, Papisa do Orkut e Presidenta do Clube dos Leitores de Ficção Científica, Ana Cristina Rodrigues, avisa: hoje no programa Atitude.com da TV Brasil o tema é ficção científica. Para falar sobre o assunto, estarão no programa a própria sumo-sacerdotisa da FCB, Ana Cristina, além do escritor Clinton Davisson, autor de Hegemonia.

O programa será exibido às 18h. Mais informações no site da TV Brasil.

Quer saber como foi o Invisibilidades II? Vai aqui.

Egotrip

Tem uma entrevista muito interessante com um escritor deveras talentoso e, acima de tudo, bonito, bem barbeado e com um penteado impecável. Assista aqui.

No alto da montanha

Pelo jeito eu sou mesmo um eremita.

You are The Hermit

Prudence, Caution, Deliberation.

The Hermit points to all things hidden, such as knowledge and inspiration,hidden enemies. The illumination is from within, and retirement from participation in current events.

The Hermit is a card of introspection, analysis and, well, virginity. You do not desire to socialize; the card indicates, instead, a desire for peace and solitude. You prefer to take the time to think, organize, ruminate, take stock. There may be feelings of frustration and discontent but these feelings eventually lead to enlightenment, illumination, clarity.

The Hermit represents a wise, inspirational person, friend, teacher, therapist. This a person who can shine a light on things that were previously mysterious and confusing.

What Tarot Card are You?
Take the Test to Find Out.

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