Há livros que apaixonam de imediato, sem nem mesmo termos lido uma linha de seu conteúdo. É a mágica da capa e o poder de uma boa premissa. É só bater os olhos em uma ilustração de capa não só bonita, mas que narre uma cena complexa, magnética, naquele pequeno espaço entre o título e o nome do autor. Aí vem a sinopse, e se a idéia geral da história conseguir criar no leitor em potencial uma leitura imaginária da história por vir, ele está fisgado. Pelo menos eu sou fisgado assim quase todas as vezes.
E fui fisgado de novo, desta mesma maneira, pelo livro Elom, do estreante William Drinkard. O senhor Drinkard teve a sorte de ter seu primeiro livro ilustrado pelo sensacional Stephan Martiniere. Só isso já me chamaria a atenção, mas a premissa do livro também me fez sacar o cartão de crédito.
Basicamente, uma raça de alienígenas faz seu primeiro contato com humanos pré-históricos (o termo não se aplica hoje em dia, mas vocês entenderam). Os visitantes usam de engenharia social para controlar a tribo de humanos, de sua alimentação à reprodução, se passando pelo deus Shettow. Obviamente, alguns desses humanos começam a perceber que os visitantes não são o que parecem.
Se o livro é bom mesmo, não sei. Mas que o marketing pessoal dele é de primeira, isso é.

Boa leitura, Jacques!
A arte da capa, de fato, é belíssima.
Posso dizer que tenho dois sonhos imediatos, André. O primeiro é terminar um livro. O segundo é ter a capa deste livro feita por Stephan Martiniere.