Abril 18, 2008 de human2dot0

Navegando pela rede, acabei descobrindo esta pérola: Wuxiapedia! Antes, cabe a explicação. Wuxia é um gênero de ficção heróica chinesa, geralmente fantasia, cujos personagens são artistas marciais. O Tigre e o Dragão é wuxia. Herói é wuxia. Os filmes de kung fu de Hong Kong são wuxia. Apesar de mais conhecidos no ocidente a partir dos filmes de Bruce Lee, Jet Li e, recentemente, Ang Lee e Zhan Yimou, wuxia é, originalmente, um gênero de literatura.
Explicação dada, a Wuxiapedia, apesar do nome, náo é uma enciclopédia sobre o gênero. Na verdade, é o esforço de uma turma (americana, possivelmente), de traduzir obras importantes de wuxia do chinês para o inglês. Como a maioria desses livros sequer chegaram no ocidente, esse esforço é simplesmente fenomenal. No site, já tem muito material, entre romances e contos, com tradução concluída e em andamento. Um prato cheíssimo para fãs de cultura oriental, artes marciais e literatura universal.
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Abril 13, 2008 de human2dot0
Fui oficialmente convidado a participar do Fantasticon 2008! Estarei em uma mesa com nada menos que Fábio Fernandes e Sérgio Kulpas falando sobre New Weird, Steampunk, New Space Opera, Dark Fantasy, entre outras coisas. Estou muito empolgado!
O Fantasticon é a convenção anual brasileira de Ficção Científica e Fantasia. Esta é a segunda edição do evento e, como no ano passado, integra o Encontro Internacional de RPG (EIRPG). O Fantasticon acontece nos dias 5 e 6 de julho no Colégio Marista Arquidiocesano (Rua Domingos de Moraes, 2565 – Vila Mariana – São Paulo – SP).
É nóis!
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Abril 10, 2008 de human2dot0

Saiu a relação com o conteúdo da antologia steampunk Extraordinary Engines, da Solaris Books. Deve estar nas lojas em agosto. A lista:
Steampunch, de James Lovegrove
Static, de Marly Youmans
Speed, Speed the Cable, by Kage Baker
Elementals by Ian R. MacLeod
Machine Maid, de Margo Lanagan
Lady Witherspoon’s Solution, de James Morrow
Hannah, de Keith Brooke
Petrolpunk, de Adam Roberts
American Cheetah, de Robert Reed
Fixing Hanover, de Jeff VanderMeer
The Lollygang Save the World on Accident, de Jay Lake
The Dream of Reason, de Jeffrey Ford
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Abril 10, 2008 de human2dot0

O camarada Renato Mota aponta este mimo que mistura arte bizarra e tecnologia. Trata-se de uma câmera fotográfica montada dentro de um crânio de 150 anos que pertenceu a uma menina de 13 anos. É feita de titânio, bronze, prata e pedras preciosas (além dos ossos). O filme fica bem no meio da caixa craniana e a lente é aquele furinho entre os olhos.
A obra é do artista Wayne Martin Belger. Em seu site, Belger expõe outras câmeras, como a Yama, que faz fotos em 3D (também montada em um crânio) e a Deer, que envolve chifres, uma placa de ferro achada no deserto, balas e marfim retirado de uma figura do Cristo do século XVIII. Fora as fotografias do rapaz.
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Abril 10, 2008 de human2dot0

Já está no Museu da História do Computador, em Mountain View (Califórnia, EUA), o segundo Motor de Diferença a ser produzido no mundo. O Motor de cinco toneladas foi baseado nas plantas originais de Charles Babbage e, ao contrário do primeiro exemplar construído em 1986, está completo com uma impressora inclusa. O custo total de produção foi de US$ 900 mil, frutos da doação de um ex-executivo da Microsoft.
Charles Babbage projetou o Motor de Diferença em 1849, mas morreu em 1871 sem que a máquina fosse concluída. Genial, mas inconstante, Babbage colocou de lado o Motor, basicamente uma máquina de calcular muito sofisticada, para projetar a Máquina Analítica, este sim um computador que rodava programas. A Máquina Analítica também não foi concluída. O Motor de Diferença número dois é capaz de calcular números com até 31 dígitos e foi construído com a precisão disponível na era vitoriana.
Update:
Cheryl Morgan aponta nos comentários que o cidadão à direita da foto possivelmente é Chris Garcia, indicado várias vezes ao prêmio Hugo e vice-presidente da Associação de Ficção Científica da Bay Area (Califórnia). Chris é da equipe do Museu de História da Computação, onde o Motor está. Cheryl informa que agora Chris está empenhado em juntar atores para uma encenação vitoriana para um evento especial no museu. Mais informações no blog de Chris. Obrigado, Cheryl (Thanks Cheryl!)
(Via Wired.com)
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Abril 9, 2008 de human2dot0

Olhem só a nova capa de Reconhecimento de Padrões, do William Gibson. Além de muito bonita, notei uma semelhança entre a tipologia tipografia usada neste livro e no Neuromancer (e nos próximos lançamentos Count Zero e Mona Lisa Overdrive). Será uma grife Gibson? Excelente trabalho da Aleph. Aliás, fãs de FC&F, fiquem de olho que a Aleph esse ano vai nos dar muita alegria.
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Abril 7, 2008 de human2dot0
Sem novidades por uns dias aqui, não? Explico: ando bem ocupado tanto com a vida profissional quanto com coisas da FC&F, então o blog precisou ser deixado de lado uns dias. Essa semana mesmo deve haver mais um gap, já que devo viajar na quarta e só voltar na sexta.
Mas lembram daquela entrevista que prometi? Estou traduzindo para postar logo mais à noite. Vocês vão gostar. E tem mais uma engatilhada que vai ser excelente também.
Também estou no processo final de edição do primeiro número da Kalíopes, revista eletrônica em PDF dedicada ao gênero Fantasia. A capa da revista já está pronta e logo mais devo postar a imagem com a lista de conteúdo.
Além da Kalíopes, estou ao mesmo tempo nas fases iniciais e finais de dois outras duas publicações (também eletrônicas) que co-edito. Só entrei em uma delas ontem, mas conta no atrapalho psicológico. Além disso, estou lendo feito um doido para conseguir postar mais resenhas por aqui.
E, por fim, voltei a escrever. Oh, yeah! Não me perguntem o que é ainda, porque nem eu sei. Aquela coisa fase inicial, ritmo lento, ainda esperando que as personagens me contem suas histórias. Sei que tem dragões, macumba e drogas. Quando tiver algo mais consistente, posto aqui.
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Abril 3, 2008 de human2dot0
Surfando pela web em busca de informações sobre Os Martelos de Trupizupe, de Bráulio Tavares, embaixador da FC brasileira para os próprios brasileiros, acabei caindo no Guia de Poesia do Sobresites, que publicou uma entrevista com o autor. Como sempre, Bráulio fala sobre sua paixão pela Ficção Científica. E, como sempre, o entrevistador demonstra reticências ao perguntar sobre a influência do gênero na obra do paraibano.
Em um dado momento da entrevista, chega a fatídica pergunta. E pode ser impressão minha, mas achei o Bráulio meio de saco cheio. Abaixo, um trecho da conversa. A resposta é excelente.
GP - Você já escreveu, publicou e foi premiado abordando ficção científica. Qual o fascínio que a ficção científica exerce sobre o Bráulio Tavares?
Bráulio: Em primeiro lugar, ficção científica não é “Star Wars”, não é “Star Trek”, não são esses filmes, livros e quadrinhos que rolam por aí. Isso aí é a parte comercial da FC. Isso está para a FC assim como Britney Spears está para o rock.
FC é William Gibson, Ted Chiang, Bruce Sterling, Ursula Le Guin, Kim Stanley Robinson, Greg Egan. São escritores que escrevem muitíssimo bem, e que falam do mundo de hoje.
A FC é a única literatura que fala da totalidade da experiência humana. O romance de hoje em dia se divide em regionalismo rural e existencialismo urbano, vive fechado na repetição de temas de mais de cem anos atrás. E só. Quem, nos anos 1950, falava em clones, em ecologia, em computadores, em tsunamis? A ficção científica. São as únicas pessoas que sabem o que está acontecendo no mundo, neste instante.
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Abril 2, 2008 de human2dot0
Dei um tempo no Vellum pra ler The New Weird, mas decidi começar pelo Symposium. Para os que não têm o livro, esta é a seção de artigos e debates sobre o que é o “movimento”, sua importância, estética, valores, etc.
Estou enlouquecido com a coleção de coisas incríveis que são ditas lá. Não só porque já tinha muitas das opiniões manifestadas lá, mas também porque são de uma clareza e de uma sinceridade impressionantes. E tudo isso com a clareza de que o New Weird deve ser encarado muito mais como uma abordagem, muito mais do que um movimento, um manifesto ou sequer uma estética. Ainda que haja elementos estéticos que permeiam as obras chamadas New Weird (abaixo).
São especialmente interessantes as palavras de M. John Harrison sobre a guerra pela nomeação e as de Darja Malcom-Clarke sobre a importância do grotesco no corpo e na cidade para o New Weird.
Harrison contra-argumenta os críticos do New Weird enquanto rótulo dizendo que, sim, rótulos são abomináveis, mas que eles existem e é muito melhor o próprio autor criar um rótulo para seu trabalho do que esperar que o departamento de marketing, ou a crítica, ou até o público, façam isso. E Harrison continua dizendo que há uma guerra por nomeação e que nomear é possuir.
Já Darja disseca alguns elementos centrais do New Weird e destaco a análise que ela fez da importância do grotesco no corpo e na cidade. Corpo e cidades são realmente fundamentais ao New Weird. E ambos são apresentados sempre deformados. Diz Darja que o corpo e a cidade deformadas, grotescas, transmutadas, servem como crítica à forma como classificamos o mundo. O grotesco não faz parte do conhecido, gera confusão e, portanto, mostra que a forma como classificamos o mundo é artificial.
Mais do que nunca, me sinto em casa.
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Abril 1, 2008 de human2dot0
Vou deixar a imagem enorme para vocês verem. Sabem o que é? O pacote de Akira em pré-venda na Submarino.com. Inclui DVD duplo, camiseta (com os ideogramas na frente e a moto nas costas), mais um card e um poster! Por R$ 70! Ai, meu bolso…
Edit: isto NÃO É primeiro de abril.
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