Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Cybernow’ Category

Olhem só a nova capa de Reconhecimento de Padrões, do William Gibson. Além de muito bonita, notei uma semelhança entre a tipologia tipografia usada neste livro e no Neuromancer (e nos próximos lançamentos Count Zero e Mona Lisa Overdrive). Será uma grife Gibson? Excelente trabalho da Aleph. Aliás, fãs de FC&F, fiquem de olho que a Aleph esse ano vai nos dar muita alegria.

 

Read Full Post »

A revista io9 decretou a morte da Ficção Científica.

Mais uma para a lista dos homicidas frustrados.

Um artigo da revista online lista cinco motivos para não se ler mais FC.  Se pelo menos houvesse algum argumento forte ou minimamente sério, tudo bem. Mas parece que a revista só quer polemizar (e está conseguindo).

A lista, seguida de argumentos e meus contra-argumentos:

  1. FC agora é a vida real. O argumento: as coisas que a FC “previu” já estão nas ruas. E o que foi previsto e não está em uso não tem muita utilidade, de qualquer forma (como Marte). Meu contra-argumento: se é assim, então, toda forma de arte morreu também. Alguns milhares de anos de civilização devem ter feito com que a humanidade não tenha mais conflito algum merecedor de um comentário artístico. Sendo a ciência, ou suas possibilidades, apenas uma dessas coisas. Né? Não! Por mais que eu concorde com Bruce Sterling (o cyber é now) SEMPRE haverá algo para a humanidade pensar. Seus caminhos, suas idéias, seus sentimentos, suas tecnologias e o impacto destas na vida das pessoas.
  2. A FC foi colonizada por autores de literatura mainstream como Cormac McArthy e Kazuo Ishiguro. A crítica enaltece esses trabalhos e ignora ficção especulativa pura. Meu contra-argumento: Isso não deveria contar como prova de sucesso da FC? O muro entre mainstream e gênero sendo derrubado? E outra…a comunicação entre autores “mainstream” e “de gênero” não é de hoje. Kurt Vonnegut? Thomas Pynchon? Doris “ganhei o Nobel” Lessing? Qualé!   
  3. FC se tornou pura fantasia. As especulações da FC se tornaram tão grandiosas que são mera fantasia. Meu contra-argumento: Bem vindo a 1895. Prazer, meu nome é H.G. Wells. Não, o homem ainda não viajou no tempo, mas sabe…eu acho que de alguma forma essa fantasia fez com que se pensasse em inovações, nas conseqüências de experimentos desse tipo, sem falar em uma maior compreensão da alma humana. Que é o que importa.
  4. A base de fãs é antiga. O público tende a acabar com o tempo. Não se vê mais gente jovem nas convenções. Meu contra-argumento: “Pobres americanos”…cá no Brasil a coisa é justamente o inverso. Mas acho esse argumento furado para lá também. Nunca houve tanta exposição da FC na mídia, justamente por causa do argumento 1.
  5. O espaço nas prateleiras está diminuindo. A FC está indo bem nos trade paperbacks, mas perdendo espaço nos pockets. Meu contra-argumento: achei que isso fosse uma questão do mercado de literatura global. Não é? As pessoas lêem menos mesmo.

Alguém aí acha que essas são boas razões para não se ler mais FC?

Read Full Post »

O diretor executivo da empresa TrendOne, Nils Müller, entrou para o grupo que diz que o fim está próximo. O fim da humanidade como a conhecemos, pelo menos. Müller falou, em sua palestra na convenção Cebit, ontem, que há evidências que a próxima geração irá usar a tecnologia para fazer melhorias dinâmicas di se próprios usando a tecnologia. Seria a Era 4.0 da idade da informação.

A primeira, ainda segundo Müller, seria a era passiva da televisão. A segunda a da produção de mídia pela audiência. A terceira (atual), seria a do engajamento com a tecnologia.

Ainda segundo Müller, as crianças da próxima geração irão conversar com a web do mesmo jeito que conversamos com amigos hoje. Ambientes virtuais também serão naturais às crianças, disse o executivo, como também serão os objetos interativos dotados de chips de rádio-freqüência, os chamados RFIDs.

O interessante disso tudo é que Ray Kurzweil, até o ano passado, era tido como um techno-hippie, um maluco que falava de um apocalipse high-tech. E Vernor Vinge? É, amigo. É o cybernow sentado na sala.

E para gerar debate: estando a tecnologia tão mais presente e tão integrada ao ser humano, qual o futuro da Ficção Científica? Como ela continuará sendo a vanguarda da literatura das idéias?

P.S.: Estão esperando a resenha prometida, né? Ainda hoje será postada. E a entrevista vai rolar também. Assine o RSS e confie.

Read Full Post »