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Archive for the ‘Fantasia’ Category

Hoje vi no site da Conrad que o décimo e último volume da série Sandman, de Neil Gaiman, chegará às livrarias no final do mês. Será uma emoção enorme ver Despertar (The Wake) cá na minha prateleira. Passei os últimos sei-lá-quantos-anos esperando pacientemente cada parte do quebra-cabeça em versão ultra-deluxe que a Conrad vinha publicando. Mais que isso, passei esse tempo todo rezando para que a editora tivesse fôlego para terminar a série. Ficava pensando: e se a Corad quebrar no meio da série? E se eles perceberem que é comercialmente inviável? E se…? E se…?

Sandman, além de ser uma obra-prima em vários níveis, tem gosto de adolescência para mim. Lembro de estar na varanda de meu amigo Wario, um volume de Vampiro: A Máscara na mesa, folheando uma Sandman encadernada vinda direto dos EUA. E ele dizendo “um dia eu vou ter coleção toda” e a gente enlouquecido com aquilo. Talvez a cronologia não esteja correta, mas a série me provoca essa lembrança.

Só fui ler a série completa anos depois, já nos tempos do peer-to-peer. Baixei mesmo, sem dor na consciência e hoje cá estou eu, com uns R$ 1 mil em papel couchê no topo da minha estante, doido pra comprar o último capítulo da série.

Foi um sonho bem longo. Mas o despertar não é, necessariamente, um mau momento.

P.S. 1: Que tal uma mega-resenha de Sandman assim que sair o volume final?
P.S.2: Em seu blog, Gaiman relata sua experiência no Brasil, detalhando a sessão de autógrafos com 600 pessoas.
P.S.3: Eu ainda não entendi o motivo do Coisas Frágeis ter menos da metade dos contos do original. Alguém pode me explicar?

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It’s alive! Senhoras e senhores, a revista brasileira de Fantasia Kaliopes está no ar!  No conteúdo, resenha de A Song of Ice and Fire, entrevista com Cristina Laisaitis, contos de Fábio Fernandes, Ana Cristina Rodrigues, Hal Duncan*, Antonio Luiz M C Costa e Tibor Moricz.

A revista está disponível para download gratuito aqui no site do CLFC.

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It’s alive! Ladies and gentlemen, Brazilian Fantasy magazine Kaliopes is online! Inside, review of A Song of Ice and Fire, interview with Brazilian author Cristina Laisaitis and fiction by Hal Duncan*, Fábio Fernandes, Ana Cristina Rodrigues, Antonio Luiz M C Costa and Tibor Moricz. 

The magazine is available here in the CLFC website. In Portuguese.

 

*Tradução de Fábio Fernandes / Translated by Fábio Fernandes

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Wuxiapedia!

Navegando pela rede, acabei descobrindo esta pérola: Wuxiapedia! Antes, cabe a explicação. Wuxia é um gênero de ficção heróica chinesa, geralmente fantasia, cujos personagens são artistas marciais. O Tigre e o Dragão é wuxia. Herói é wuxia. Os filmes de kung fu de Hong Kong são wuxia. Apesar de mais conhecidos no ocidente a partir dos filmes de Bruce Lee, Jet Li e, recentemente, Ang Lee e Zhan Yimou, wuxia é, originalmente, um gênero de literatura.

Explicação dada, a Wuxiapedia, apesar do nome, náo é uma enciclopédia sobre o gênero. Na verdade, é o esforço de uma turma (americana, possivelmente), de traduzir obras importantes de wuxia do chinês para o inglês. Como a maioria desses livros sequer chegaram no ocidente, esse esforço é simplesmente fenomenal. No site, já tem muito material, entre romances e contos, com tradução concluída e em andamento. Um prato cheíssimo para fãs de cultura oriental, artes marciais e literatura universal.

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Fui oficialmente convidado a participar do Fantasticon 2008! Estarei em uma mesa com nada menos que Fábio Fernandes e Sérgio Kulpas falando sobre New Weird, Steampunk, New Space Opera, Dark Fantasy, entre outras coisas. Estou muito empolgado!

O Fantasticon é a convenção anual brasileira de Ficção Científica e Fantasia. Esta é a segunda edição do evento e, como no ano passado, integra o Encontro Internacional de RPG (EIRPG). O Fantasticon acontece nos dias 5 e 6 de julho no Colégio Marista Arquidiocesano (Rua Domingos de Moraes, 2565 – Vila Mariana – São Paulo – SP).

É nóis!
 

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Dei um tempo no Vellum pra ler The New Weird, mas decidi começar pelo Symposium. Para os que não têm o livro, esta é a seção de artigos e debates sobre o que é o “movimento”, sua importância, estética, valores, etc.

Estou enlouquecido com a coleção de coisas incríveis que são ditas lá. Não só porque já tinha muitas das opiniões manifestadas lá, mas também porque são de uma clareza e de uma sinceridade impressionantes. E tudo isso com a clareza de que o New Weird deve ser encarado muito mais como uma abordagem, muito mais do que um movimento, um manifesto ou sequer uma estética. Ainda que haja elementos estéticos que permeiam as obras chamadas New Weird (abaixo).

São especialmente interessantes as palavras de M. John Harrison sobre a guerra pela nomeação e as de Darja Malcom-Clarke sobre a importância do grotesco no corpo e na cidade para o New Weird. 

Harrison contra-argumenta os críticos do New Weird enquanto rótulo dizendo que, sim, rótulos são abomináveis, mas que eles existem e é muito melhor o próprio autor criar um rótulo para seu trabalho do que esperar que o departamento de marketing, ou a crítica, ou até o público, façam isso. E Harrison continua dizendo que há uma guerra por nomeação e que nomear é possuir.

Já Darja disseca alguns elementos centrais do New Weird e destaco a análise que ela fez da importância do grotesco no corpo e na cidade. Corpo e cidades são realmente fundamentais ao New Weird. E ambos são apresentados sempre deformados. Diz Darja que o corpo e a cidade deformadas,  grotescas, transmutadas, servem como crítica à forma como classificamos o mundo. O grotesco não faz parte do conhecido, gera confusão e, portanto, mostra que a forma como classificamos o mundo é artificial.

 Mais do que nunca, me sinto em casa.

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Livros recebidos

Olha que beleza! Recebi da Amazon na quinta-feira passada. Da esquerda para a direita e de cima para baixo:

The New Weird, (vários): a mais do que aguardada antologia que define o movimento literário. O livro só tem gente boa, como Jay Lake, Hal Duncan, Michael Moorcock, M. John Harrison, Clive Barker e, claro, China Mièville. O mais legal dessa antologia é que ela tem ficção dos proto-New Weirds, dos New Weirds propriamente ditos e da próxima geração, como o Felix Gilman e Michael Cisco (ver abaixo). Tem ainda ensaios sobre o movimento e a troca de e-mails que gerou tudo isto. Já comecei a ler. Mas quem tiver pressa, tem uma resenha dele no The Fix, pelo camarada Fábio Fernandes.

The Traitor (Michael Cisco): quando bati o olho nessa capa, sabia que tinha que comprar. Eu nem vou tentar descrever a trama (que parece nem existir), mas envolve um comedor de almas, um marcador de almas, que na verdade são almas gêmeas. Tudo contado em primeira pessoa e, parece, o narrador não é confiável. Isso em 126 páginas.

Dust (Elizabeth Bear): um conto-de-fadas futurista, onde uma camponesa tem que cuidar de um prisioneiro, que ela descobre ser seu meio-irmão e herdeiro do trono. E daí? Daí que tudo isso acontece dentro de uma Nave de Geração que orbita um sistema binário prestes a entrar em colapso. O prisionairo é um anjo por graça da nanotecnologia e a camponesa logo é Exaltada e entre para a “hoste celestial”. No elenco ainda temos um basílico e a participação de Samael, o anjo do Suporte Vital.

Thunderer (Felix Gilma): livro de estréia do autor, Thunderer conta a história de Arjun, um compositor que viaja à cidade de Ararat, aquela “eternamente em mutação”, em busca do deus perdido de seu povo. O problema é que vários deuses fazem de Ararat sua residência. Além disso, a cidade se recusa a ser mapeada e ainda calha de Arjun chegar na cidade na mesma época da passagem do misterioso Bird, que parece estar sendo caçado por uns piratas voadores.

Bright of the Sky (Kay Kenyon): conta a saga de um piloto de espaçonaves que “cai” em uma realidade-de-bolso (o The Entire), volta de cabelos esbranquiçados e sua família, presumidamente morta, deixada no Entire. A corporação para quem ele trabalha decide mandá-lo de volta, querendo saber se o universo paralelo pode ser usado como método de transporte mais barato.  Lá, ele (re) encontra uma raça alienígena que controla o Entire, uma raça humanóide que lembra os chineses, uma conspiração gigante e ainda o seu passado….ou melhor, o que aconteceu com ele durante sua estada naquela realidade.

Só falta uma estante pra guardar tudo isso.

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Olhem que sinistra a capa do novo livro do Neil Gaiman, The Graveyard Book. O livro, que só deve sair daqui a 27 semanas (de acordo com o timer no blog do autor), é inspirado no The Jungle Book, aquele que conta a história de Mowgli. Mas ao invés de contar a história de um garoto criado por lobos em uma floresta, o Graveyard Book é sobre uma criança criada pelos defuntos moradores de um cemitério. E o livro é infanto-juvenil. Capaz do livro ser publicado por aqui, já que Gaiman é bem popular no País.

(via SF Signal)

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