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Archive for the ‘Ficção Especulativa’ Category

Acontece com organojóias, a apatia. Pulmões sem suspiros, nem nós nas gargantas. Somente às vezes é possível tirar dos tanques, dependendo da pureza dos campos onde o plasma primordial é extraído, e da estrutura das fábricas de processamento, um vestígio qualquer de anima. Cabelos para guitarras e os cérebros dos vivicárceres, ou as crianças implantadas nas armaduras dos pandemônios. Malaquias sempre busca alternativas e desta vez ela se chama Lucite, a invisível. Lucite, a dama de acrílico que vive na fronteira das realidades coletivas. Lucite, a horrorista, inimiga número um dos Carnavais. Sua ex, Lucite.

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A quem interessar possa, tem um conto meu no Letra & Vídeo.

O blog é uma iniciativa muito legal da Ana Cristina Rodrigues. É tipo um Mojo Books, só que, ao invés de músicas, os autores adicionam um videoclipe. É supimpa.

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O Human 2.0 casou com o Pós-estranho e deu como cria o Post-Weird Thoughts, um blog brasileiro escrito em inglês sobre tudo que diz respeito a FC, Fantasia, Horror e Suspense. Estão todos convidados.

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The Human 2.0 got married to Pós-estranho and gave birth to Post-Weird Thoughts, a Brazilian blog written in English about all things SF, Fantasy, Horror and Suspense. You’re all invited.

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Dei um tempo no Vellum pra ler The New Weird, mas decidi começar pelo Symposium. Para os que não têm o livro, esta é a seção de artigos e debates sobre o que é o “movimento”, sua importância, estética, valores, etc.

Estou enlouquecido com a coleção de coisas incríveis que são ditas lá. Não só porque já tinha muitas das opiniões manifestadas lá, mas também porque são de uma clareza e de uma sinceridade impressionantes. E tudo isso com a clareza de que o New Weird deve ser encarado muito mais como uma abordagem, muito mais do que um movimento, um manifesto ou sequer uma estética. Ainda que haja elementos estéticos que permeiam as obras chamadas New Weird (abaixo).

São especialmente interessantes as palavras de M. John Harrison sobre a guerra pela nomeação e as de Darja Malcom-Clarke sobre a importância do grotesco no corpo e na cidade para o New Weird. 

Harrison contra-argumenta os críticos do New Weird enquanto rótulo dizendo que, sim, rótulos são abomináveis, mas que eles existem e é muito melhor o próprio autor criar um rótulo para seu trabalho do que esperar que o departamento de marketing, ou a crítica, ou até o público, façam isso. E Harrison continua dizendo que há uma guerra por nomeação e que nomear é possuir.

Já Darja disseca alguns elementos centrais do New Weird e destaco a análise que ela fez da importância do grotesco no corpo e na cidade. Corpo e cidades são realmente fundamentais ao New Weird. E ambos são apresentados sempre deformados. Diz Darja que o corpo e a cidade deformadas,  grotescas, transmutadas, servem como crítica à forma como classificamos o mundo. O grotesco não faz parte do conhecido, gera confusão e, portanto, mostra que a forma como classificamos o mundo é artificial.

 Mais do que nunca, me sinto em casa.

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O editor Lou Anders lembra que sua Pyr está fazendo três anos esse mês e comemora vários prêmios e indicações. Parabéns, Lou e Pyr!

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Editor Lou Anders points that his Pyr is three years old this month and celebrates many awards and nominations. Congrats, Lou and Pyr!

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A revista io9 decretou a morte da Ficção Científica.

Mais uma para a lista dos homicidas frustrados.

Um artigo da revista online lista cinco motivos para não se ler mais FC.  Se pelo menos houvesse algum argumento forte ou minimamente sério, tudo bem. Mas parece que a revista só quer polemizar (e está conseguindo).

A lista, seguida de argumentos e meus contra-argumentos:

  1. FC agora é a vida real. O argumento: as coisas que a FC “previu” já estão nas ruas. E o que foi previsto e não está em uso não tem muita utilidade, de qualquer forma (como Marte). Meu contra-argumento: se é assim, então, toda forma de arte morreu também. Alguns milhares de anos de civilização devem ter feito com que a humanidade não tenha mais conflito algum merecedor de um comentário artístico. Sendo a ciência, ou suas possibilidades, apenas uma dessas coisas. Né? Não! Por mais que eu concorde com Bruce Sterling (o cyber é now) SEMPRE haverá algo para a humanidade pensar. Seus caminhos, suas idéias, seus sentimentos, suas tecnologias e o impacto destas na vida das pessoas.
  2. A FC foi colonizada por autores de literatura mainstream como Cormac McArthy e Kazuo Ishiguro. A crítica enaltece esses trabalhos e ignora ficção especulativa pura. Meu contra-argumento: Isso não deveria contar como prova de sucesso da FC? O muro entre mainstream e gênero sendo derrubado? E outra…a comunicação entre autores “mainstream” e “de gênero” não é de hoje. Kurt Vonnegut? Thomas Pynchon? Doris “ganhei o Nobel” Lessing? Qualé!   
  3. FC se tornou pura fantasia. As especulações da FC se tornaram tão grandiosas que são mera fantasia. Meu contra-argumento: Bem vindo a 1895. Prazer, meu nome é H.G. Wells. Não, o homem ainda não viajou no tempo, mas sabe…eu acho que de alguma forma essa fantasia fez com que se pensasse em inovações, nas conseqüências de experimentos desse tipo, sem falar em uma maior compreensão da alma humana. Que é o que importa.
  4. A base de fãs é antiga. O público tende a acabar com o tempo. Não se vê mais gente jovem nas convenções. Meu contra-argumento: “Pobres americanos”…cá no Brasil a coisa é justamente o inverso. Mas acho esse argumento furado para lá também. Nunca houve tanta exposição da FC na mídia, justamente por causa do argumento 1.
  5. O espaço nas prateleiras está diminuindo. A FC está indo bem nos trade paperbacks, mas perdendo espaço nos pockets. Meu contra-argumento: achei que isso fosse uma questão do mercado de literatura global. Não é? As pessoas lêem menos mesmo.

Alguém aí acha que essas são boas razões para não se ler mais FC?

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O diretor executivo da empresa TrendOne, Nils Müller, entrou para o grupo que diz que o fim está próximo. O fim da humanidade como a conhecemos, pelo menos. Müller falou, em sua palestra na convenção Cebit, ontem, que há evidências que a próxima geração irá usar a tecnologia para fazer melhorias dinâmicas di se próprios usando a tecnologia. Seria a Era 4.0 da idade da informação.

A primeira, ainda segundo Müller, seria a era passiva da televisão. A segunda a da produção de mídia pela audiência. A terceira (atual), seria a do engajamento com a tecnologia.

Ainda segundo Müller, as crianças da próxima geração irão conversar com a web do mesmo jeito que conversamos com amigos hoje. Ambientes virtuais também serão naturais às crianças, disse o executivo, como também serão os objetos interativos dotados de chips de rádio-freqüência, os chamados RFIDs.

O interessante disso tudo é que Ray Kurzweil, até o ano passado, era tido como um techno-hippie, um maluco que falava de um apocalipse high-tech. E Vernor Vinge? É, amigo. É o cybernow sentado na sala.

E para gerar debate: estando a tecnologia tão mais presente e tão integrada ao ser humano, qual o futuro da Ficção Científica? Como ela continuará sendo a vanguarda da literatura das idéias?

P.S.: Estão esperando a resenha prometida, né? Ainda hoje será postada. E a entrevista vai rolar também. Assine o RSS e confie.

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