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Archive for the ‘Livros’ Category

Hoje vi no site da Conrad que o décimo e último volume da série Sandman, de Neil Gaiman, chegará às livrarias no final do mês. Será uma emoção enorme ver Despertar (The Wake) cá na minha prateleira. Passei os últimos sei-lá-quantos-anos esperando pacientemente cada parte do quebra-cabeça em versão ultra-deluxe que a Conrad vinha publicando. Mais que isso, passei esse tempo todo rezando para que a editora tivesse fôlego para terminar a série. Ficava pensando: e se a Corad quebrar no meio da série? E se eles perceberem que é comercialmente inviável? E se…? E se…?

Sandman, além de ser uma obra-prima em vários níveis, tem gosto de adolescência para mim. Lembro de estar na varanda de meu amigo Wario, um volume de Vampiro: A Máscara na mesa, folheando uma Sandman encadernada vinda direto dos EUA. E ele dizendo “um dia eu vou ter coleção toda” e a gente enlouquecido com aquilo. Talvez a cronologia não esteja correta, mas a série me provoca essa lembrança.

Só fui ler a série completa anos depois, já nos tempos do peer-to-peer. Baixei mesmo, sem dor na consciência e hoje cá estou eu, com uns R$ 1 mil em papel couchê no topo da minha estante, doido pra comprar o último capítulo da série.

Foi um sonho bem longo. Mas o despertar não é, necessariamente, um mau momento.

P.S. 1: Que tal uma mega-resenha de Sandman assim que sair o volume final?
P.S.2: Em seu blog, Gaiman relata sua experiência no Brasil, detalhando a sessão de autógrafos com 600 pessoas.
P.S.3: Eu ainda não entendi o motivo do Coisas Frágeis ter menos da metade dos contos do original. Alguém pode me explicar?

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Deu no Omelete.com: o escritor Neil Gaiman vem ao Brasil para o lançamento de Coisas Frágeis (Fragile Things), que sairá pela Conrad. O livro vai ser lançado na Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece entre 2 e 6 de julho.

Exatamente na mesma semana, mais precisamente nos dias 5 e 6, acontece a Fantasticon 2008. Ao que me consta, são cerca de quatro horas de distância entre Sampa e Paraty (com ou sem engarrafamento?). Não sei se é muita areia, mas bem que a turma da Fantasticon/EIRPG podia tentar articular uma visita de Mr. Gaiman, hein?

Alguém da Fantasticon me lê? Alguém da Conrad? Alguém da Livraria Cultura?

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O novo livro de Cory Doctorow, Little Brother, está disponível online sob licença Creative Commons aqui. O livro é uma FC infanto-juvenil (ou quase) sobre um grupo de hackers adolescentes que, após um ataque terrorista em São Francisco são presos e interrogados por dias. Após serem liberados, eles testemunham sua cidade se transformar em um lugar ultra-vigiado, onde todo cidadão é suspeito de ser um terrorista em potencial. O título, óbvio, faz referência ao Big Brother de George Orwell em seu 1984.

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Saiu o Nebula!

Não sei se acertei ou se errei aqui, mas quem ganhou o prêmio Nebula foi The Yidish Policemen`s Union, de Michael Chabon.

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Saiu a relação com o conteúdo da antologia steampunk Extraordinary Engines, da Solaris Books. Deve estar nas lojas em agosto. A lista:

Steampunch, de James Lovegrove
Static, de Marly Youmans
Speed, Speed the Cable, by Kage Baker
Elementals by Ian R. MacLeod
Machine Maid, de Margo Lanagan
Lady Witherspoon’s Solution, de James Morrow
Hannah, de Keith Brooke
Petrolpunk, de Adam Roberts
American Cheetah, de Robert Reed
Fixing Hanover, de Jeff VanderMeer
The Lollygang Save the World on Accident, de Jay Lake
The Dream of Reason, de Jeffrey Ford

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Olhem só a nova capa de Reconhecimento de Padrões, do William Gibson. Além de muito bonita, notei uma semelhança entre a tipologia tipografia usada neste livro e no Neuromancer (e nos próximos lançamentos Count Zero e Mona Lisa Overdrive). Será uma grife Gibson? Excelente trabalho da Aleph. Aliás, fãs de FC&F, fiquem de olho que a Aleph esse ano vai nos dar muita alegria.

 

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Dei um tempo no Vellum pra ler The New Weird, mas decidi começar pelo Symposium. Para os que não têm o livro, esta é a seção de artigos e debates sobre o que é o “movimento”, sua importância, estética, valores, etc.

Estou enlouquecido com a coleção de coisas incríveis que são ditas lá. Não só porque já tinha muitas das opiniões manifestadas lá, mas também porque são de uma clareza e de uma sinceridade impressionantes. E tudo isso com a clareza de que o New Weird deve ser encarado muito mais como uma abordagem, muito mais do que um movimento, um manifesto ou sequer uma estética. Ainda que haja elementos estéticos que permeiam as obras chamadas New Weird (abaixo).

São especialmente interessantes as palavras de M. John Harrison sobre a guerra pela nomeação e as de Darja Malcom-Clarke sobre a importância do grotesco no corpo e na cidade para o New Weird. 

Harrison contra-argumenta os críticos do New Weird enquanto rótulo dizendo que, sim, rótulos são abomináveis, mas que eles existem e é muito melhor o próprio autor criar um rótulo para seu trabalho do que esperar que o departamento de marketing, ou a crítica, ou até o público, façam isso. E Harrison continua dizendo que há uma guerra por nomeação e que nomear é possuir.

Já Darja disseca alguns elementos centrais do New Weird e destaco a análise que ela fez da importância do grotesco no corpo e na cidade. Corpo e cidades são realmente fundamentais ao New Weird. E ambos são apresentados sempre deformados. Diz Darja que o corpo e a cidade deformadas,  grotescas, transmutadas, servem como crítica à forma como classificamos o mundo. O grotesco não faz parte do conhecido, gera confusão e, portanto, mostra que a forma como classificamos o mundo é artificial.

 Mais do que nunca, me sinto em casa.

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