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Archive for the ‘Mitologia’ Category

Wuxiapedia!

Navegando pela rede, acabei descobrindo esta pérola: Wuxiapedia! Antes, cabe a explicação. Wuxia é um gênero de ficção heróica chinesa, geralmente fantasia, cujos personagens são artistas marciais. O Tigre e o Dragão é wuxia. Herói é wuxia. Os filmes de kung fu de Hong Kong são wuxia. Apesar de mais conhecidos no ocidente a partir dos filmes de Bruce Lee, Jet Li e, recentemente, Ang Lee e Zhan Yimou, wuxia é, originalmente, um gênero de literatura.

Explicação dada, a Wuxiapedia, apesar do nome, náo é uma enciclopédia sobre o gênero. Na verdade, é o esforço de uma turma (americana, possivelmente), de traduzir obras importantes de wuxia do chinês para o inglês. Como a maioria desses livros sequer chegaram no ocidente, esse esforço é simplesmente fenomenal. No site, já tem muito material, entre romances e contos, com tradução concluída e em andamento. Um prato cheíssimo para fãs de cultura oriental, artes marciais e literatura universal.

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Estou lendo o hipnótico Vellum, do escocês Hal Duncan. Este livro promete ser fenomenal.

Falando em livro novo, essa semana deve começar uma nova fase do blog. Vou tentar resenhas regulares, sempre às quartas-feiras, principalemente de novos. Resenhas semanais são um desafio especial, já que sou um leitor bem vagaroso. Entrevistas também devem figurar pelo menos uma vez por mês por aqui.

Nos dois casos, posts em inglês e português. A primeira resenha já está engatilhada, mas é surpresa. A primeira entevista já foi solicitada também. Aguardem.

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Jornada para o Oeste

Já está em pré-venda o primeiro volume do clássico Jornada Para o Oeste, de Wu Cheng’en, editado pela Conrad. O livro estará nas prateleiras a partir do dia 10 de março e custará R$ 42. Outros dois volumes serão lançados a cada quatro meses e todos são edições ilustradas. É a primeira edição da saga com texto integral traduzido direto do chinês.

Agora, você pergunta, o que é Jornada Para o Oeste? Para poupar a sua visita à Wikipedia, eu digo: é um dos textos fundamentais da cultura oriental. Um dos quatro clássicos da literatura chinesa. É uma saga de aventura, espiritualidade e alegorias.  É mitologia chinesa. É wuxia. É BOM!

Para os que precisam de um motivo mais rasteiro para ler Jornada, o livro, mais precisamente o protagonista  Sun Wukong, serviu de inspiração para Goku, do mangá/anime Dragon Ball.

A história segue os passos do monge Xuanzang e seus três guarda-costas (Sun Wukong, Zhu Bajie e Sha Wujing), enviados pelo próprio Buda em uma missão: trazer da Índia os sutras sagrados. Obviamente, o grupo enfrenta vários perigos, monstros e malfeitores, tudo agravado pelo fato de que corre a notícia que quem conseguir comer a carne de Xuangzang terá vida eterna.

Apesar do detalhe gastronômico, o real protagonista da história é Sun Wukong, o Rei Macaco. Sun Wukong, muito inspirado na figura de Hanuman, da mitologia hindu, representa a mente infantil, impulsiva e brincalhona, que se rende, ou melhor, é domada pelo dharma. Mas até chegar neste ponto, o cara apronta muito. Basta dizer que ele se torna rei, autoproclama-se Grande Mestre Igual ao Céu, rouba as frutas da imortalidade do Jardim Celestial, intimida dragões em suas próprias casas e, finalmente, acha que pode ser mais rápido que o Buda. Mané.

No Brasil, Jornada Para o Oeste já foi lançado em uma versão ultra-condensada chamada Macaco, traduzida do inglês.

Jornada Para o Oeste é mais do que recomendado. 

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A Clockwork Insect

 O escritor Marcelo Augusto Galvão aponta o site do artista Mike Libby, responsável pela imagem na capa da antologia The New Weird. No site, muitos insetos mecânicos cheios de engrenagens. E para quem acha que os insetos são resultado do bom e velho Photoshop, saibam que as figuras são esculturas com tamanhos entre 5″ e 8″. Todas são acompanhadas de suporte em madeira com domo de vidro. O valor de cada peça também varia. Vai de  US$ 250 a US$ 1 mil.

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Ultimamente venho me perguntando o que seria, ou como poderia ser, uma ficção especulativa com identidade brasileira. Uma ficção com a qual o leitor brasileiro possa se identificar diretamente. Usar elementos da mitologia indígena e afrodescendente, ou ainda o folclore nacional é importante para uma obra de fantasia brasileira? Ou ter brasileiros como protagonistas em uma space opera? O que seria uma fantasia brasileira? O que é, na prática, a FCB? Como ser brasileiro e ainda ser global? Discutam.

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