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Archive for the ‘New Weird’ Category

Acontece com organojóias, a apatia. Pulmões sem suspiros, nem nós nas gargantas. Somente às vezes é possível tirar dos tanques, dependendo da pureza dos campos onde o plasma primordial é extraído, e da estrutura das fábricas de processamento, um vestígio qualquer de anima. Cabelos para guitarras e os cérebros dos vivicárceres, ou as crianças implantadas nas armaduras dos pandemônios. Malaquias sempre busca alternativas e desta vez ela se chama Lucite, a invisível. Lucite, a dama de acrílico que vive na fronteira das realidades coletivas. Lucite, a horrorista, inimiga número um dos Carnavais. Sua ex, Lucite.

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A quem interessar possa, tem um conto meu no Letra & Vídeo.

O blog é uma iniciativa muito legal da Ana Cristina Rodrigues. É tipo um Mojo Books, só que, ao invés de músicas, os autores adicionam um videoclipe. É supimpa.

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O Human 2.0 casou com o Pós-estranho e deu como cria o Post-Weird Thoughts, um blog brasileiro escrito em inglês sobre tudo que diz respeito a FC, Fantasia, Horror e Suspense. Estão todos convidados.

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The Human 2.0 got married to Pós-estranho and gave birth to Post-Weird Thoughts, a Brazilian blog written in English about all things SF, Fantasy, Horror and Suspense. You’re all invited.

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Fui oficialmente convidado a participar do Fantasticon 2008! Estarei em uma mesa com nada menos que Fábio Fernandes e Sérgio Kulpas falando sobre New Weird, Steampunk, New Space Opera, Dark Fantasy, entre outras coisas. Estou muito empolgado!

O Fantasticon é a convenção anual brasileira de Ficção Científica e Fantasia. Esta é a segunda edição do evento e, como no ano passado, integra o Encontro Internacional de RPG (EIRPG). O Fantasticon acontece nos dias 5 e 6 de julho no Colégio Marista Arquidiocesano (Rua Domingos de Moraes, 2565 – Vila Mariana – São Paulo – SP).

É nóis!
 

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O camarada Renato Mota aponta este mimo que mistura arte bizarra e tecnologia. Trata-se de uma câmera fotográfica montada dentro de um crânio de 150 anos que pertenceu a uma menina de 13 anos. É feita de titânio, bronze, prata e pedras preciosas (além dos ossos). O filme fica bem no meio da caixa craniana e a lente é aquele furinho entre os olhos.

A obra é do artista Wayne Martin Belger. Em seu site, Belger expõe outras câmeras, como a Yama, que faz fotos em 3D (também montada em um crânio) e a Deer, que envolve chifres, uma placa de ferro achada no deserto, balas e marfim retirado de uma figura do Cristo do século XVIII. Fora as fotografias do rapaz.

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Dei um tempo no Vellum pra ler The New Weird, mas decidi começar pelo Symposium. Para os que não têm o livro, esta é a seção de artigos e debates sobre o que é o “movimento”, sua importância, estética, valores, etc.

Estou enlouquecido com a coleção de coisas incríveis que são ditas lá. Não só porque já tinha muitas das opiniões manifestadas lá, mas também porque são de uma clareza e de uma sinceridade impressionantes. E tudo isso com a clareza de que o New Weird deve ser encarado muito mais como uma abordagem, muito mais do que um movimento, um manifesto ou sequer uma estética. Ainda que haja elementos estéticos que permeiam as obras chamadas New Weird (abaixo).

São especialmente interessantes as palavras de M. John Harrison sobre a guerra pela nomeação e as de Darja Malcom-Clarke sobre a importância do grotesco no corpo e na cidade para o New Weird. 

Harrison contra-argumenta os críticos do New Weird enquanto rótulo dizendo que, sim, rótulos são abomináveis, mas que eles existem e é muito melhor o próprio autor criar um rótulo para seu trabalho do que esperar que o departamento de marketing, ou a crítica, ou até o público, façam isso. E Harrison continua dizendo que há uma guerra por nomeação e que nomear é possuir.

Já Darja disseca alguns elementos centrais do New Weird e destaco a análise que ela fez da importância do grotesco no corpo e na cidade. Corpo e cidades são realmente fundamentais ao New Weird. E ambos são apresentados sempre deformados. Diz Darja que o corpo e a cidade deformadas,  grotescas, transmutadas, servem como crítica à forma como classificamos o mundo. O grotesco não faz parte do conhecido, gera confusão e, portanto, mostra que a forma como classificamos o mundo é artificial.

 Mais do que nunca, me sinto em casa.

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Livros recebidos

Olha que beleza! Recebi da Amazon na quinta-feira passada. Da esquerda para a direita e de cima para baixo:

The New Weird, (vários): a mais do que aguardada antologia que define o movimento literário. O livro só tem gente boa, como Jay Lake, Hal Duncan, Michael Moorcock, M. John Harrison, Clive Barker e, claro, China Mièville. O mais legal dessa antologia é que ela tem ficção dos proto-New Weirds, dos New Weirds propriamente ditos e da próxima geração, como o Felix Gilman e Michael Cisco (ver abaixo). Tem ainda ensaios sobre o movimento e a troca de e-mails que gerou tudo isto. Já comecei a ler. Mas quem tiver pressa, tem uma resenha dele no The Fix, pelo camarada Fábio Fernandes.

The Traitor (Michael Cisco): quando bati o olho nessa capa, sabia que tinha que comprar. Eu nem vou tentar descrever a trama (que parece nem existir), mas envolve um comedor de almas, um marcador de almas, que na verdade são almas gêmeas. Tudo contado em primeira pessoa e, parece, o narrador não é confiável. Isso em 126 páginas.

Dust (Elizabeth Bear): um conto-de-fadas futurista, onde uma camponesa tem que cuidar de um prisioneiro, que ela descobre ser seu meio-irmão e herdeiro do trono. E daí? Daí que tudo isso acontece dentro de uma Nave de Geração que orbita um sistema binário prestes a entrar em colapso. O prisionairo é um anjo por graça da nanotecnologia e a camponesa logo é Exaltada e entre para a “hoste celestial”. No elenco ainda temos um basílico e a participação de Samael, o anjo do Suporte Vital.

Thunderer (Felix Gilma): livro de estréia do autor, Thunderer conta a história de Arjun, um compositor que viaja à cidade de Ararat, aquela “eternamente em mutação”, em busca do deus perdido de seu povo. O problema é que vários deuses fazem de Ararat sua residência. Além disso, a cidade se recusa a ser mapeada e ainda calha de Arjun chegar na cidade na mesma época da passagem do misterioso Bird, que parece estar sendo caçado por uns piratas voadores.

Bright of the Sky (Kay Kenyon): conta a saga de um piloto de espaçonaves que “cai” em uma realidade-de-bolso (o The Entire), volta de cabelos esbranquiçados e sua família, presumidamente morta, deixada no Entire. A corporação para quem ele trabalha decide mandá-lo de volta, querendo saber se o universo paralelo pode ser usado como método de transporte mais barato.  Lá, ele (re) encontra uma raça alienígena que controla o Entire, uma raça humanóide que lembra os chineses, uma conspiração gigante e ainda o seu passado….ou melhor, o que aconteceu com ele durante sua estada naquela realidade.

Só falta uma estante pra guardar tudo isso.

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