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Archive for the ‘SciFi’ Category

O novo livro de Cory Doctorow, Little Brother, está disponível online sob licença Creative Commons aqui. O livro é uma FC infanto-juvenil (ou quase) sobre um grupo de hackers adolescentes que, após um ataque terrorista em São Francisco são presos e interrogados por dias. Após serem liberados, eles testemunham sua cidade se transformar em um lugar ultra-vigiado, onde todo cidadão é suspeito de ser um terrorista em potencial. O título, óbvio, faz referência ao Big Brother de George Orwell em seu 1984.

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Fui oficialmente convidado a participar do Fantasticon 2008! Estarei em uma mesa com nada menos que Fábio Fernandes e Sérgio Kulpas falando sobre New Weird, Steampunk, New Space Opera, Dark Fantasy, entre outras coisas. Estou muito empolgado!

O Fantasticon é a convenção anual brasileira de Ficção Científica e Fantasia. Esta é a segunda edição do evento e, como no ano passado, integra o Encontro Internacional de RPG (EIRPG). O Fantasticon acontece nos dias 5 e 6 de julho no Colégio Marista Arquidiocesano (Rua Domingos de Moraes, 2565 – Vila Mariana – São Paulo – SP).

É nóis!
 

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Surfando pela web em busca de informações sobre Os Martelos de Trupizupe, de Bráulio Tavares, embaixador da FC brasileira para os próprios brasileiros, acabei caindo no Guia de Poesia do Sobresites, que publicou uma entrevista com o autor. Como sempre, Bráulio fala sobre sua paixão pela Ficção Científica. E, como sempre, o entrevistador demonstra reticências ao perguntar sobre a influência do gênero na obra do paraibano.

Em um dado momento da entrevista, chega a fatídica pergunta. E pode ser impressão minha, mas achei o Bráulio meio de saco cheio. Abaixo, um trecho da conversa. A resposta é excelente.

GP – Você já escreveu, publicou e foi premiado abordando ficção científica. Qual o fascínio que a ficção científica exerce sobre o Bráulio Tavares?

Bráulio: Em primeiro lugar, ficção científica não é “Star Wars”, não é “Star Trek”, não são esses filmes, livros e quadrinhos que rolam por aí. Isso aí é a parte comercial da FC. Isso está para a FC assim como Britney Spears está para o rock.

FC é William Gibson, Ted Chiang, Bruce Sterling, Ursula Le Guin, Kim Stanley Robinson, Greg Egan. São escritores que escrevem muitíssimo bem, e que falam do mundo de hoje.

A FC é a única literatura que fala da totalidade da experiência humana.  O romance de hoje em dia se divide em regionalismo rural e existencialismo urbano, vive fechado na repetição de temas de mais de cem anos atrás. E só. Quem, nos anos 1950, falava em clones, em ecologia, em computadores, em tsunamis? A ficção científica. São as únicas pessoas que sabem o que está acontecendo no mundo, neste instante.

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AKIRAAAAAAAAAA!!!!!!!!

Vou deixar a imagem enorme para vocês verem. Sabem o que é? O pacote de Akira em pré-venda na Submarino.com. Inclui DVD duplo, camiseta (com os ideogramas na frente e a moto nas costas), mais um card e um poster! Por R$ 70! Ai, meu bolso…

 Edit: isto NÃO É primeiro de abril.

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Livros recebidos

Olha que beleza! Recebi da Amazon na quinta-feira passada. Da esquerda para a direita e de cima para baixo:

The New Weird, (vários): a mais do que aguardada antologia que define o movimento literário. O livro só tem gente boa, como Jay Lake, Hal Duncan, Michael Moorcock, M. John Harrison, Clive Barker e, claro, China Mièville. O mais legal dessa antologia é que ela tem ficção dos proto-New Weirds, dos New Weirds propriamente ditos e da próxima geração, como o Felix Gilman e Michael Cisco (ver abaixo). Tem ainda ensaios sobre o movimento e a troca de e-mails que gerou tudo isto. Já comecei a ler. Mas quem tiver pressa, tem uma resenha dele no The Fix, pelo camarada Fábio Fernandes.

The Traitor (Michael Cisco): quando bati o olho nessa capa, sabia que tinha que comprar. Eu nem vou tentar descrever a trama (que parece nem existir), mas envolve um comedor de almas, um marcador de almas, que na verdade são almas gêmeas. Tudo contado em primeira pessoa e, parece, o narrador não é confiável. Isso em 126 páginas.

Dust (Elizabeth Bear): um conto-de-fadas futurista, onde uma camponesa tem que cuidar de um prisioneiro, que ela descobre ser seu meio-irmão e herdeiro do trono. E daí? Daí que tudo isso acontece dentro de uma Nave de Geração que orbita um sistema binário prestes a entrar em colapso. O prisionairo é um anjo por graça da nanotecnologia e a camponesa logo é Exaltada e entre para a “hoste celestial”. No elenco ainda temos um basílico e a participação de Samael, o anjo do Suporte Vital.

Thunderer (Felix Gilma): livro de estréia do autor, Thunderer conta a história de Arjun, um compositor que viaja à cidade de Ararat, aquela “eternamente em mutação”, em busca do deus perdido de seu povo. O problema é que vários deuses fazem de Ararat sua residência. Além disso, a cidade se recusa a ser mapeada e ainda calha de Arjun chegar na cidade na mesma época da passagem do misterioso Bird, que parece estar sendo caçado por uns piratas voadores.

Bright of the Sky (Kay Kenyon): conta a saga de um piloto de espaçonaves que “cai” em uma realidade-de-bolso (o The Entire), volta de cabelos esbranquiçados e sua família, presumidamente morta, deixada no Entire. A corporação para quem ele trabalha decide mandá-lo de volta, querendo saber se o universo paralelo pode ser usado como método de transporte mais barato.  Lá, ele (re) encontra uma raça alienígena que controla o Entire, uma raça humanóide que lembra os chineses, uma conspiração gigante e ainda o seu passado….ou melhor, o que aconteceu com ele durante sua estada naquela realidade.

Só falta uma estante pra guardar tudo isso.

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Acabei de receber da Pyr o Infoquake, de David Louis Edelman. Muito obrigado a Jill Maxick e todo o pessoal da Prometheus Books/Pyr pelo apoio.

Infoquake é o livro de estréia de Edelman e conta a história de Nash, um empresário que tem três dias para entender, promover e lançar no mercado uma tecnologia revolucionária. É ficção científica no mundo corporativo. Primeira página é bem legal.

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Just received from Pyr the book Infoquake, by David Louis Edelman. Many thanks to Jill Maxick and all the guys in Prometheus Books/Pyr for the support.

Infoquake is Edelman’s debut novel and tells the story of Nash, an entrepeneur that has three days to understand, market and release a revolutionary technology. First page is pretty good.

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Parallel lives, parallel times, parallel universes. And a single country. Or not quite so. In Brasyl, scotish Irish writer Ian McDonald opens a window to three distinct landscapes: one futurist, descending from cyberpunk tradition; other contemporary, an echo of news services and the fever of reality shows; and, at last, one in the past, in a mysterious and predatory jungle, an independent world inside a colony. Linking all these three universes, so distant from each other, and at the same time so close, is quantum physics, its possibilities and its consequences.

The book tells the story of three characters separated in time and space. In 2006 Rio de Janeiro, Marcelina Hoffman is a TV producer specialized in reality shows seeking Barbosa, the goalkeeper of the fateful 1950 final, when Brazil lost for Uruguay in the Maracanã stadium. In ultra-surveillance society of 2032 São Paulo, entrepreneur and street guy Edson Jesus Oliveira de Freitas has his life tured upside down when he gets involved with a girl member of a gang of quantumeiros, physicians that use illegal quantum computing to break any kind of code. And in 1732 Amazon, Jesuit father Luis Quinn hunts, in the name of the Church and the Portuguese Crown, another father that would be building his own theocracy in the heart of the jungle. And in the middle of all this, two conspiracies that cross the wall between realities: one tries to keep the multiverse a secret, while the other tries to open up the realities as the only way to save them.

But Brasyl is much more than this. It is a book that keeps the title Science Fiction has earned: that of last representative of the literature of ideas. Just because of that, Brasyl is not an easy book, even less a conventional SciFi book.

In the book, McDonald builds, in those three narrative lines, three discussions: the number of lives an individual may have, the quantity of landscapes and societies a country can have and, finally, how many different worlds fit in a universe. It is a tour, from micro to macrocosm, about the nature of identity. It is a book about philosophy, physics and the nature of reality. About choices, secrets and masks. It is a book about a country that never were and maybe never will be. About parallel realities, but focused in their similitudes rather than their differences.

In the end, Brasyl is not even a single book, but many, inside a single tome of about 400 pages. That is because McDonald wrote, between the lines, that he could have made made books with the same premise, the same elements and the same characters. Brasyl could have been a book about interdimensional intrigue. It could have been a action-packed book, with capoeira, gunshots and swordfights. It could have been an epic in the jungle. It could have been a book about the future of a country dominated by soap operas and reality cop shows, controlled by a surveillance system that monitors, from the stratosphere, every person, every object. Not that all these elements are not present in McDonald’s book. There are fight scenes in which capoeira is described in all its beaty, a afro-descendent version of Hong Kong movies. There are swordfights, both in 18th century chivalric tradition, and in a future one, with the Q-Blades, capable of cutting in the quantum level.

But instead, McDonald decided to spend most of the book writing about three characters and their individual parallel realities: a blond girl that is also a capoeira practiotioner and tries to keep her beauty tp be a little happier, and at the same time that maintains a love affair with a colleague without knowing if it is love at all; a priest, that is an assassin and a general; and a man that by day is an entrepreneur, in love for a Japanese descendent girl, by night is a cross-dresser, a dance queen, and in the weekends is a super-hero, a homoerotic fetish.

And McDonald tells these stories using a special, poetic and labyrinthine prose. The points of view going back and forth, both between the three main characters, as in their minds eye, their memories and multiples lives, too often jump to different scenes in the same paragraph. The structure McDonald uses in Brasyl completes the notion of parallel realities and is the mark of an author that has control over his book.

Through three main characters, both believable an empathic, McDonald explores the nature of Brazilian people. Even if he hasn’t lived in Brazil, doing his research in a couple of visits to São Paulo, Bahia and the Amazon, and reading the few books about Brazil available in English, McDonald was able to capture, with amazing precision, th Brazilian spirit. And he did this without clichés, without hullabaloos, but with critical observations regarding the importance Brazilian people gives to beauty, soccer and TV. Besides, geographically everything is right and linguistically, it is better than most foreigners trying the language of Camões.

The author mixes his English with many terms in Portuguese, which causes a positive estrangement much more interesting to fellow English speakers, but here it becomes the only and real downside of the book. There is a great deal of misspellings: non existent diacritical marks, misplaced accent marks and some inaccurate translations. But that is something that does not diminishes the book’s brilliance and importance.

A hell of an accomplishment for a gringo, definitely Brasyl is a book Brazilians must read.

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